A proposta de revisão tarifária da Celg Distribuição (atual Enel GO) sugere aumento médio de tarifas de 15,72%, com impacto de 24,65% para a alta tensão e 12,12% para os consumidores em baixa tensão. Os índices finais de revisão da distribuidora serão aplicados a partir de 22 de outubro.

A diferença entre o impacto para os consumidores atendidos em alta e em baixa tensão é explicada pela retirada de um componente financeiro de -5,45% do processo tarifário de 2017. Esse valor agora volta a impactar a tarifa e tem maior peso para os grandes consumidores do chamado Grupo A.

Entre os itens de custo, os encargos setoriais aparecem com 2,14% de participação na tarifa, e o destaque é o aumento das despesas da Conta de Desenvolvimento Energético, na rubrica CDE Uso. Os custos de transmissão tiveram queda de 2,35%, enquanto a compra de energia representou aumento de 4,35%, com destaque para a tarifa de Itaipu, que é influenciada pela variação do dólar, e do aumento da receita anual das hidrelétricas em regime de cotas.

No processo de revisão, o nível considerado de perdas técnicas em relação à energia injetada é de 9,18%. Para as perdas comerciais foi estabelecida uma meta fixa de 4,39% sobre o mercado faturado de baixa tensão para os próximos anos, sem trajetória de redução.

A revisão da distribuidora ficará em audiência publica na página da Agência Nacional de Energia Elétrica de 25 de julho a 7 de setembro, com reunião pública prevista para 3 de agosto em Goiânia (GO). Também ficarão em audiência os limites dos indicadores de qualidade DEC e FEC, que medem a duração e a frequência das interrupções no fornecimento de energia da concessionaria para o período de 2019 a 2023.

Para o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, o nível de qualidade da concessionaria é preocupante, embora ainda esteja abaixo do padrão regulatório de 7,5%. “Dado o período de transferência de controle [para a Enel] já deveria ter melhorado a qualidade”, disse Rufino. Ele acredita que “a empresa precisa responder com uma redução do DEC e do FEC pra convergir com os limites estabelecidos.”


Fonte: Canal Energia